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 Candidato, Tarso diz que Dilma pode subir em palanque rival
09 de fevereiro de 2010 11h53 atualizado às 12h24

O ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou a oposição governista. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou a oposição governista
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), minimizou nesta terça-feira a possibilidade de a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista à presidência da República, subir ao palanque do PMDB estadual, agremiação historicamente adversária dos petistas.

Na avaliação do ministro, que deixa o cargo no Executivo federal nesta quarta, a disputa entre PT e PMDB no Estado não pode se sobrepor à construção de uma aliança nacional entre os dois partidos em torno do nome de Dilma.

"A regionalização política é muito forte. Não tem problema que a Dilma tenha dois palanques. No Rio Grande do Sul o PMDB é inimigo histórico do PT", afirmou.

Tarso Genro, que será substituído no Ministério da Justiça pelo secretário-executivo Luiz Paulo Barreto, deverá enfrentar o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).

Apesar de líder nas pesquisas de intenção de voto, Tarso estima que haja uma disputa parelha na corrida ao Palácio Piratini e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode atuar diretamente em sua campanha ao governo gaúcho, utilizando sua "energia política e seu capital político" para a transferência de votos. "Lá no Rio Grande do Sul não tem favoritos. Vai ser bem polarizado, uma disputa muito parelha", disse.

Redação Terra