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 Casos de dengue crescem em 2010 e deixam 5 Estados em alerta
04 de fevereiro de 2010 18h33 atualizado às 21h52

Os casos de dengue cresceram em cinco Estados do País no primeiro mês de 2010. Estão em alerta os Estados do Acre, de Rondônia, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e de Goiás, conforme lista do Ministério da Saúde.

De acordo com boletim da Secretaria de Saúde de Goiás, foram registrados 15.241 casos da doença em janeiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.530 casos, o crescimento é de 502,4%.No Estado, 79 municípios estão afetados.

Em Mato Grosso, o número de notificações de dengue é de 9.209, sendo 264 graves. O aumento foi de 728,89% em comparação ao mesmo período do ano passado.Cinco pessoas morreram por causa da doença e outras seis mortes estão sob investigação, segundo o governo estadual.

Em Cuiabá, foram notificados até o momento 805 casos, dos quais 59 considerados graves. Em Várzea Grande, dos 576 casos registrados, 40 foram notificados como graves. Houve quatro mortes, uma delas causada por dengue. As três restantes ainda estão sob investigação.

Também notificaram mortes por dengue os municípios de Colniza, Diamantino e Poconé, um caso sob investigação, cada; Rondonópolis, dois casos confirmados; Sinop e Sorriso, cada um com um caso confirmado. De acordo com a Secretaria de Saúde, Mato Grosso está em estado de alerta para a dengue, e isso vale para seus 141 municípios.

Em Mato Grosso do Sul, foram 4.918 notificações, com duas mortes sob investigação. Até o dia 21 de janeiro, Rondônia contabilizou 5.306 casos, a maioria, na capital, Porto Velho.

Segundo levantamento do ministério, os casos de dengue caíram 34,2% no ano passado em relação a 2008 - passaram de 803.522 notificações para 529.237. A queda ocorreu em 16 Estados e no Distrito Federal. A maior redução foi registrada no Rio de Janeiro, 95,7%. O ministério informa que as mortes registradas em 2009 também caíram 39%, em relação a 2008. Em 2009, foram registradas 298 mortes.

Reforço no combate à doença
O ministério informou que as ações de controle da doença foram reforçadas nos cinco Estados com o envio de remédios (paracetamol e sais de reidratação), inseticidas e equipamentos para conter a proliferação dos criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, além de monitoramento das equipes de vigilância epidemiológica.

Nesta quinta-feira, o governo de Mato Grosso anunciou a criação de 800 vagas em hospitais e clínicas do Estado para atender os pacientes com dengue. O governo também disponibilizará mais 300 bombas motorizadas e nove veículos para reforçar as ações de vigilância sanitária. Outra medida anunciada é uma nova capacitação médicos do Estado, além da reequipação de hospitais

Segundo o coordenador do Centro de Informação de Vigilância em Saúde de Cuiabá (Cieves), Aparecido Alberto Rodrigues Marques, a população mato-grossense também precisará mudar seu comportamento e esta será uma das frentes do trabalho de combate à dengue. Marques disse que, ao sobrevoar alguns bairros da capital e de Várzea Grande, município vizinho, técnicos da área de saúde observaram que a falta de conscientização das pessoas é um fator importante para a proliferação do Aedes aegypti, assim como as caixas dágua descobertas e os sacos plásticos e garrafas PET jogadas em terrenos baldios.

Cuidados
Entre as principais medidas de prevenção, estão a manutenção de caixas dágua, tonéis e barris ou outros recipientes que armazenam água totalmente tampados e limpos e a remoção de tudo o que possa impedir a água da chuva de correr pelas calhas. No caso dos vasos de plantas, é preciso encher os pratinhos de areia até a borda e lavá-los uma vez por semana com escova, água e sabão. Objetos que possam acumular água, como potes, latas e garrafas vazias, devem ser jogados no lixo, que precisa ser acondicionado em sacos plásticos bem fechados. As lixeiras também devem ser mantidas bem fechadas.

É preciso procurar atendimento médico em caso de febre, com duração máxima de sete dias, e acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dor nas juntas, desânimo e manchas na pele.

Agência Brasil