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Empresários envolvidos no mensalão saem calados da PF

27 de janeiro de 2010 14h37 atualizado às 15h03

Os dois representantes de empresas apontadas na Operação Caixa de Pandora como fornecedoras de dinheiro para um suposto esquema de pagamento de propinas a políticos do Distrito Federal que foram ouvidos na manhã desta quarta-feira na Superintendência da Polícia Federal (PF) saíram sem dar declarações à imprensa.

O primeiro a chegar foi o dono da CTIS Informática, Avaldir da Silva, que estava amparado por habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para não responder a perguntas. Depois do depoimento, Avaldir não quis falar com os jornalistas.

Nerci Soares, representante da Unirepro, outra empresa denunciada como integrante do esquema, deixou a Superintendência da PF escondendo o rosto e também sem falar com a imprensa.

Agora à tarde, deve ser ouvido o representante da Infoeducacional, Alexandre Assis Tavares. A empresa foi citada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa como uma das fontes do dinheiro da propina, que seria repassado a políticos brasilienses em troca de apoio ao governo local.

O suposto esquema de pagamento de propina, que foi denunciado por Durval Barbosa em troca do benefício da delação premiada, seria comandado pelo governador José Roberto Arruda.

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Agência Brasil