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 PF deve agilizar depoimento de Durval em CPI da Câmara do DF
19 de janeiro de 2010 15h56 atualizado às 15h59

Marina Mello
Direto de Brasília

A pedido de deputados distritais da bancada do PT na CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, se comprometeu nesta terça-feira a tentar agilizar a realização de um depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa.

Durval foi quem delatou o suposto esquema corrupto que seria comandado pelo governador José Roberto Arruda para distribuir dinheiro de propina a parlamentares de sua base aliada, o chamado mensalão do DEM, ex-partido do governador do DF.

Como as denúncias de Durval foram feitas dentro do beneficio da delação premiada, o ex-secretário de Arruda goza de proteção policial e isso foi apontado como impedimento por deputados da base aliada do governador para que a CPI ouvisse Durval.

Para evitar que a base de Arruda impedisse o depoimento, os petistas foram até a diretoria da PF e, segundo o deputado Paulo Tadeu (PT), tudo indica que ele será ouvido em breve.

"Saímos daqui bastante otimistas de que vamos conseguir ouvir o Durval nos próximos dias. O dr. Luiz Fernando se comprometeu em fazer todos os procedimentos nas próximas horas e, se possível, ainda nesta semana nos dar uma resposta", disse.

Segundo ele, a idéia é que o depoimento seja realizado em um "local neutro", já que, na visão dele, a Câmara não conta com a segurança necessária para este tipo de depoimento.

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no último mês, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Redação Terra