Após ser alvo de críticas do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de setores da Igreja Católica, de parlamentares ruralistas e do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República divulgou um documento no qual afirma que o Plano Nacional de Direitos Humanos foi assinado por 31 das 37 pastas da Esplanada dos Ministérios.
De acordo com o documento, o participação social na elaboração do programa ocorreu por meio de conferência realizadas em todos os estados durante o ano de 2008 e envolveu a participação de 14 mil pessoas.
Hoje Stephanes reclamou não ter participado da elaboração do programa. Além dele, Jobim entrou em conflito com o ministro Paulo Vannuchi da SEDH, sobre o ponto que cria a Comissão da Verdade, uma comissão destinada a apurar crimes cometidos durante a ditadura militar.
Para Jobim, a proposta vai de encontro à Lei de Anistia, que vigora desde 1979. Já um grupo de bispos, padres e católicos ligados ao movimento pró-vida da Igreja Católica são contrários ao apoio do governo ao projeto de lei que descriminaliza o aborto, a mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos, à união civil entre pessoas do mesmo sexo, e ao direito de adoção por casais homossexuais.
- Agência Brasil


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