O cônsul boliviano no Brasil, Álvaro Araoz, elogiou nesta sexta-feira a anistia que o governo brasileiro deu aos estrangeiros que viviam irregularmente no país. Segundo ele, esta foi uma atitude humanitária que deveria ser seguida por outros países, principalmente os europeus.
"Infelizmente havia muitos bolivianos vivendo dificuldades no Brasil, sem condições para trabalhar em um mercado legalizado. Muitos deles sem atenção médica e sem condições de matricular suas crianças em escolas públicas. Por meio da lei de anistia, vantagens sociais atenderão muitos deles. É mais um gesto humanitário do presidente Lula, que notoriamente se caracteriza por este tipo de atitude", disse o cônsul boliviano.
Para ele, a anistia faz parte de uma política do governo brasileiro no sentido de fortalecer as relações entre os dois países e de criar um clima de integração continental que deveria ser seguida pelos países europeus. "É uma atitude humanitária que deveria ser adotada por outros países, principalmente pelos europeus, que costumam fechar as portas aos estrangeiros, e que adotam inclusive políticas para que eles retornem a seus países de origem", disse Araoz.
O cônsul, no entanto, chamou a atenção para o tratamento truculento que os bolivianos costumam receber de policiais brasileiros. "Muitos de nossos cidadãos reclamam da forma rígida como são tratados por policiais aqui no Brasil, deixando clara a necessidade de se fazer um trabalho de sensibilização das autoridades policiais para com os estrangeiros".
Apesar de não ter uma estatística sobre o número de bolivianos que vivem irregularmente no Brasil, mesmo após o processo de anistia, Araoz acredita que "praticamente todos os bolivianos residentes no Brasil tenham sido regularizados".
Segundo ele, com as facilidades apresentadas pelo governo brasileiro, "só motivos muito particulares justificariam a não regularização de algum boliviano".
Dos 43 mil estrangeiros que regularizaram a situação no Brasil, cerca de 17 mil eram bolivianos. Destes, 16,3 mil viviam no Estado de São Paulo.
- Agência Brasil


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