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 Universitário baleado na cabeça deixa o hospital no Rio
24 de dezembro de 2009 06h50

Há 20 dias, o estudante Rodrigo Kopke, 22 anos, era internado na emergência do Hospital Municipal Miguel Couto com apenas 10% de chances de sobreviver, depois de levar um tiro na cabeça durante um assalto na Gávea. Ontem, contrariando a maioria dos diagnósticos, ele deixou a unidade pronto para passar o fim de ano ao lado da família.

Com os pais, Rodrigo ainda não havia entendido muito bem o que sofrera. Como O DIA antecipou, ele passou por uma cirurgia em que parte de seu crânio foi retirada e colocada no abdômen, para evitar um edema cerebral. Em janeiro, ele volta à sala cirúrgica para recolocar o osso na cabeça. Enquanto saía ontem do hospital, ele confessou ainda estar um pouco confuso.

"Não acredito que isso aconteceu. Não me recordo nem de quando fui assaltado. Só desejo voltar para casa e comer a rabanada da minha mãe", brincou Rodrigo.

A única sequela, momentânea, é uma pequena perda de força no braço esquerdo. O problema deve ser resolvido depois de cerca de três meses de fisioterapia. A bala que o atingiu vai continuar alojada no cérebro. "Nunca vi uma recuperação tão rápida", disse o médico Ruy Castro Monteiro, chefe da equipe de neurocirurgia do Hospital Miguel Couto.

Mãe de Rodrigo, a aposentada Ofélia Kopke, 50, ainda não acreditou que vai passar o fim de ano ao lado do único filho. Moradora de Valença, na Região Sul do estado, ela diz que sempre teve medo de deixar o rapaz morar no Rio. "Ele está aqui desde o início do ano e sempre pedi para que tomasse cuidado", afirmou. A Polícia Civil ainda não tem pistas sobre a identidade do autor do disparo que acertou o estudante. Eles esperam Rodrigo se recuperar para ouvir o seu depoimento.

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