Os 200 agentes que ajudaram mnessa quarta-feira a orientar os passageiros do metrô amenizaram o caos da véspera, mas os usuários estão longe de ver solucionados problemas como superlotação, calor e desinformação. No segundo dia de conexão direta entre as linhas 1 e 2, houve confusão e vagões e estações cheios. Nessa quinta-feira os horários dos trens serão mantidos.
Ontem, as TVs de plasma das estações e alguns painéis em vagões, que informariam o destino dos trens, ainda não funcionavam. Foi preciso paciência para as filas no embarque. Muitos esperaram passar até quatro trens para viajar.
"Falta informação. É muito fácil fazer inauguração em vagão vazio, mas ninguém vê o que passamos. No primeiro dia, saí da Pavuna às 8h e cheguei a Copacabana às 11h", reclamou a vendedora Cleuza Maria Santos. De manhã, 31 dos 33 carros funcionaram. Os intervalos nos horários de pico foram de 7 minutos e 30 segundos.
Bilhetes de graça
A distribuição de 100 mil bilhetes pela concessionária como "pedido de desculpas" e "compensação" pelo caos da véspera não foi suficiente para acalmar os ânimos. Os passes, recarregáveis, vinham com R$ 10, sem prazo de validade.
O grande fluxo foi a principal reclamação. Na Glória, onde passageiros vindos da Pavuna trocavam de trem para a zona sul, as plataformas ficaram lotadas. Seguranças da empresa ajudaram idosos e passageiros com dificuldade de embarcar. A empresa orienta a descer na Cinelândia ou Presidente Vargas para pegar a Linha 1.
"Quase não consegui sair. Essa estação não tem estrutura para baldeação, é muito pequena e quente", criticou a administradora Lea Tola Cassal. O corretor de seguros Walter Correa Bittencourt, 19, que saiu da Pavuna para o Estácio, acha o sistema confuso: "está muito desorganizado".
Ar-condicionado defasado ficará sem solução até 2011
Acentuado pela superlotação, o calor em estações e vagões do metrô é outra queixa frequente dos passageiros. "Tem gente demais, o ar-condicionado não dá vazão. É capaz de alguém passar mal aqui", disse a cozinheira Delma Fernandes.
Um homem, que não quis se identificar, reclamou ontem com seguranças e queria o dinheiro da passagem de volta: "tenho problema de falta de ar e não posso entrar nesse carro cheio. Vou ter um treco aí dentro! Isso é um absurdo, quero meu dinheiro de volta para pegar um ônibus".
Segundo a concessionária, os trens da Linha 2 já operam com seis carros, uma oferta extra de 300 lugares por composição. Em entrevista concedida ao jornal O Dia, o presidente da Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, reconheceu que o sistema de ar condicionado não atende à demanda. E, segundo ele, não há previsão para que esse problema seja amenizado, pelo menos até 2011, com a aquisição de 19 novos trens.
Costa diz que os aparelhos de refrigeração das composições atuais são defasados, principalmente os da Linha 2, que enfrentam, na superfície, exposição direta ao sol. "Nosso sistema de ar é insuficiente. A saída será substituir os trens da Linha 2 pelos novos, que terão aparelhos mais potentes", diz Costa.
Horários
Hoje, o metrô funciona em horário normal (5h à meia-noite). Conexão Pavuna-Glória vai até as 16h. Das 16h à meia-noite, é Pavuna-Botafogo.
Sexta-feira, é das 7h às 23h. Até as 16h, Pavuna-Glória e das 16h às 23h vai até Botafogo. As estações Catete, Uruguaiana, Pres. Vargas, Praça 11 e maracanã vão fechar. Sábado, o funcionamento é o mesmo do dia 24, e domingo é o mesmo de sexta.
Metrô de superfície: hoje e amanhã, sai de Botafogo e Siqueira Campos em direção à Gávea. A partir de sábado, parte de Botafogo e General Osório.

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