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 Decisão trará um futuro melhor ao País, diz David Goldman
23 de dezembro de 2009 00h56 atualizado às 16h09

David Goldman, pai do menino, disse que só terá certeza da decisão quanto estiver voltando aos EUA. Foto: AP

David Goldman, pai do menino, disse que só terá certeza da decisão quanto estiver voltando aos EUA
Foto: AP

O pai do menino Sean Goldman disse na noite dessa terça-feira que a decisão da Justiça brasileira "trará um futuro melhor ao País" com o cumprimento das leis. A declaração foi feita à rede americana NBC, logo após a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de devolver a criança ao pai biológico. O assunto repercutiu na mídia internacional com boletim ao vivo da rede de notícias CNN e informes da CBS. A agência de notícias Associated Press também divulgou a decisão que foi reproduzida em jornais como o The New York Times e Washington Post.

Apesar de comemorar a decisão tomada pela Justiça brasileira, David Goldman disse que só terá certeza de que a medida não será revogada quando estiver com seu filho nos braços em um avião de volta aos Estados Unidos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, decidiu que o menino Sean Goldman, 9 anos, deve ser enviado para os Estados Unidos, onde mora seu pai, David Goldman. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo STF.

Sean está sob a guarda do padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, desde a morte da mãe, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. O pai chegou na quinta-feira ao Brasil para tentar levar o filho para os Estados Unidos, já que uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) havia determinado o retorno da guarda de Sean para seu pai no prazo de 48 horas.

No entanto, no mesmo dia da chegada de David ao Brasil, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, concedeu liminar para que o menino permaneça no Brasil, com a família da avó materna, até que seja ouvido pela Justiça.

A Advocacia Geral da União (AGU) e o pai do menino recorreram ao Supremo solicitando a entrega imediata de Sean. Segundo a assessoria do STF, Mendes se baseou em decisões anteriores do Supremo para cassar a liminar. O caso foi analisado pelo presidente do STF por causa do recesso do Judiciário.

A decisão de Gilmar Mendes é preliminar e precisa da aprovação do plenário da Corte, porém é de caráter imediato, o que permitirá que Goldman volte com seu filho aos Estados Unidos. No entanto, o advogado da família brasileira disse ter preparado um recurso.

Entenda
David Goldman luta para ter a guarda do filho desde a morte da ex-companheira. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.

A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, contudo, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu.

Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele briga nos tribunais brasileiros pela guarda do garoto com o padrasto de Sean e seus avós maternos.

Redação Terra