David Goldman, pai do menino, disse que só terá certeza da decisão quanto estiver voltando aos EUA
Foto: AP
O pai do menino Sean Goldman disse na noite dessa terça-feira que a decisão da Justiça brasileira "trará um futuro melhor ao País" com o cumprimento das leis. A declaração foi feita à rede americana NBC, logo após a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de devolver a criança ao pai biológico. O assunto repercutiu na mídia internacional com boletim ao vivo da rede de notícias CNN e informes da CBS. A agência de notícias Associated Press também divulgou a decisão que foi reproduzida em jornais como o The New York Times e Washington Post.
Apesar de comemorar a decisão tomada pela Justiça brasileira, David Goldman disse que só terá certeza de que a medida não será revogada quando estiver com seu filho nos braços em um avião de volta aos Estados Unidos.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, decidiu que o menino Sean Goldman, 9 anos, deve ser enviado para os Estados Unidos, onde mora seu pai, David Goldman. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo STF.
Sean está sob a guarda do padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, desde a morte da mãe, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. O pai chegou na quinta-feira ao Brasil para tentar levar o filho para os Estados Unidos, já que uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) havia determinado o retorno da guarda de Sean para seu pai no prazo de 48 horas.
No entanto, no mesmo dia da chegada de David ao Brasil, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, concedeu liminar para que o menino permaneça no Brasil, com a família da avó materna, até que seja ouvido pela Justiça.
A Advocacia Geral da União (AGU) e o pai do menino recorreram ao Supremo solicitando a entrega imediata de Sean. Segundo a assessoria do STF, Mendes se baseou em decisões anteriores do Supremo para cassar a liminar. O caso foi analisado pelo presidente do STF por causa do recesso do Judiciário.
A decisão de Gilmar Mendes é preliminar e precisa da aprovação do plenário da Corte, porém é de caráter imediato, o que permitirá que Goldman volte com seu filho aos Estados Unidos. No entanto, o advogado da família brasileira disse ter preparado um recurso.
Entenda
David Goldman luta para ter a guarda do filho desde a morte da ex-companheira. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, contudo, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele briga nos tribunais brasileiros pela guarda do garoto com o padrasto de Sean e seus avós maternos.
- Redação Terra

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