O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva deixou claro ontem aos empresários do setor exportador
brasileiro que a carga tributária no país continuará alta em nome
do bem estar social do povo brasileiro.
Falando em um jantar oferecido pela
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex-Brasil), no Copacabana Palace, Lula afastou a possibilidade de
reduções significativas na carga tributária do país, pois,
afirmou, somente arrecadando é que o Brasil pode exercer um papel
forte como indutor de políticas publicas.
"Esse é o único ponto em que nós
vamos continuar tendo discordância: não imaginem um país com carga
tributária fraca. Não tem país no mundo em que o Estado possa
fazer alguma coisa, que não tenha uma carga tributária razoável. A
Europa toda como exemplo, os Estados Unidos e o Japão. Os estados só
podem ter o bem estar social porque eles têm recursos".
Para Lula, há duas formas para que
esta tributação se dê, ou ele (o Estado) cobra da produção, ou
cobra no Imposto de Renda. Segundo ele, "temos que escolher, porque
nos países que têm carga tributária fraca na América Central (e
tem uns que cobram 9%, outros 12%) o Estado não existe: não tem
políticas, não tem incidência nas coisas".
Lula disse que "é bobagem"
alguém ter medo de um Estado forte, Segundo ele, o Estado não pode
ser é "intruso", o que é diferente. "Ele não pode querer é
ser o Estado gestor, mas ele tem que ser o fiscalizador e o indutor
de muitas coisas e a crise mostrou isso muito bem".
O presidente ressaltou que o país
descobriu, durante a crise financeira internacional, que tem uma
capacidade exportadora maior do que ele próprio pensava e que
"aguentou o tranco" ajudado pelo seu mercado interno, ainda que
as vendas externas "tenham sofrido um baque bem menor quando
comparado a outros países com tradições exportadoras muito
maiores".
- Agência Brasil

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