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Foto: Omar Freire/PSDB/Divulgação
- Hermano Freitas
A desistência do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em concorrer à Presidência da República, teria sido uma forma de "se preservar para o futuro". Esta é a opinião do professor doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Juliano Corbellini.
Segundo ele, Neves "viu que não conseguiria ser o candidato do PSDB" e acredita que seus 49 anos deixam abertas "todas as possibilidades para o futuro", inclusive a de concorrer à Presidência.
O também cientista político Gaudêncio Torquato afirma que a decisão de Aécio teve como pano de fundo "fatores de natureza bem pessoal". "Agora o Serra está com a brocha na mão. Não poderá mais se retirar", disse. Entre outros efeitos, Torquato acredita que a campanha deverá se antecipar com a retirada de Neves.
O mineiro anunciou nesta quinta-feira que abriria mão de concorrer em anúncio oficial na sede do governo, na capital mineira. Neves disputava a indicação tucana para a candidatura com o governador de São Paulo, José Serra. Com sua desistência, o provável nome do partido para tentar derrotar o candidato de Lula deve ser o do paulista. Aécio deve concorrer ao Senado Federal.
Corbellini acredita que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), deve agora lutar para evitar comparações entre o governo Fernando Henrique e o governo Lula. "Esta comparação seria fatal para o PSDB. A campanha tem que ser contra Dilma (Rousseff), não contra o governo Lula. Se forem contra o Lula eles vão perder", disse.
Ainda de acordo com o cientista político, Serra terá como desafio ampliar as alianças, "principalmente com o PMDB".
- Redação Terra

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