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 Pelo menos 17 ministros devem deixar o governo por eleições
16 de dezembro de 2009 01h40 atualizado às 08h06

Até março do ano que vem, período das desincompatibilizações de quem vai se candidatar, pelo menos 17 ministros deixarão os cargos, em uma das maiores reformas ministeriais da história do País. O número pode chegar a 19, caso os titulares da Defesa, Nelson Jobim, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, também decidam também se candidatar a um cargo eletivo em 2010.

O primeiro a anunciar que sai foi Tarso Genro (Justiça), mas o PT perderá outros ministros: Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Paulo Bernardo (Planejamento), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) José Pimentel (Previdência), Fernando Haddad (Educação) e Altemir Gregolin (Pesca). Todos devem ser substituídos por quadros do partido ou por servidores de carreira também alinhados ao PT.

O PMDB substituirá todos os quatro ministros que tem no governo: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Edson Lobão (Minas e Energia), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Hélio Costa (Comunicações). No PCdoB, sai Orlando Silva (Esportes), e no PDT, Carlos Lupi (Trabalho). O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também deixará o cargo, cotado para concorrer ao governo de Goiás ou como candidato a vice-presidente da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A ministra, assim como a maioria de seus colegas, deixará o cargo em março, no limite do prazo permitido pela lei. Dilma terá de ser referendada ainda pela convenção do PT nacional para então dedicar-se exclusivamente à campanha à Presidência. Ela conta com uma eventual licença do presidente Lula, que tem falado a aliados que poderá deixar o cargo por um ou dois meses para percorrer o País com Dilma. O governo pretende transformar o pleito de 2010 numa eleição plebiscitária, forçando um confronto entre os oito anos do governo Lula com o período do antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

A mexida ministerial do ano que vem deverá ser marcada por discretas substituições. Uma das poucas dúvidas do Palácio do Planalto é sobre o destino de Paulo Bernardo. O ministro quer disputar o mandado de deputado pelo seu Estado, o Paraná, mas o presidente Lula já acenou com a hipótese de convidá-lo para substituir a ministra Dilma Rousseff na Casa Civil. Mais que o domínio sobre uma área técnica do governo, como o Planejamento, Bernardo é considerado um bom articulador político, figura essencial em 2010.

Jornal do Brasil
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