O serviço de bicicletas de aluguel do Pedala Rio, uma parceria entre a prefeitura do Rio de Janeiro e a empresa Serttel, de Recife, será suspenso devido ao grande número de furtos do equipamentos. Desde o último dia 30 de novembro, 56 (de um total de 150) bicicletas foram furtadas. Somente entre quinta-feira e domingo passado, 38 sumiram e apenas sete foram recuperadas.
Em nota, a empresa afirmou aos 450 usuários ativos das bicicletas de aluguel que "não resta outra alternativa senão suspender temporariamente os serviços, enquanto o poder público toma as providências necessárias para restabelecimento da segurança pública necessária à operação normal do sistema."
Cristiano Lunardelli, gerente da Sertell, empresa inspirada no famoso Vèlib francês, informou que o sistema de segurança foi fortalecido há pouco tempo. Mas acredita que os mais de 50 furtos precisam ser investigados pela polícia para provar possíveis ligações entre os crimes.
"Uma pessoa demora meia hora para tirar uma bicicleta da trava. Não é algo tão fácil nem rápido de roubar. Acredito que pode haver algo por trás, mas é uma hipótese sem fundamento"afirmou o gerente.
Enquanto os funcionários da empresa tentam provar que não há fragilidade no sistema, a polícia afirma que a segurança deve ser revista. O delegado Fernando Veloso, da 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde o caso foi registrado, disse que moradores de rua devem ter percebido que as travas estavam fracas.
"Como muitos não sabem que as bicicletas têm modelos exclusivos, os ladrões circulam com elas por aí. Se eles não forem pegos em flagrante é porque a bicicleta deve estar abandonada em alguma calçada. Então, nossa meta é recuperar todas", disse. Ele afirmou também que, até hoje à noite, dois menores e um homem de 21 anos foram presos em flagrante.
O serviço da prefeitura de aluguel bicicletas está suspenso por tempo indeterminado. O presidente da Serttel afirmou, no endereço eletrônico da empresa, que acredita que grupos de menores cercavam as estações, esperavam devolução das bicicletas, forçavam as trancas e fugiam com elas.
De acordo com o delegado, quem for visto com uma das bicicletas de aluguel será acusado pela polícia de ter furtado o objeto e pode ser denunciado pelo Ministério Público.
Copacabana em foco
Das 56 bicicletas furtadas, apenas cinco eram das três estações existentes em Copacabana. O presidente da Associação dos moradores do bairro, Horácio Magalhães, disse que o vandalismo é uma realidade presente nos orelhões, postes e, agora, nas bicicletas.
"Aqui, os postes estão abarrotados de cartazes -'Trago seu amor em 15 dias'-, os orelhões funcionam como um classificado de sexo, lotados de panfletos obscenos e serviços sexuais. No período de inauguração dos bicicletários, ainda via Guardas Municipais zelando pela eternidade do matrimônio. Hoje, mesmo com mendigos e ambulantes ao lado, ninguém quer se responsabilizar", disse.



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