- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), reuniu nesta terça-feira deputados distritais da base aliada para, em uma manobra parlamentar, para buscar aprovar o orçamento para 2010 ainda nesta tarde. Como isso, ele pretende ganhar fôlego nas análises dos três processos de impeachment que tramitam contra ele.
A votação da peça orçamentária é condição para que os deputados possam entrar em recesso neste fim de ano. Se confirmada a votação, não seria concluída de imediato a indicação dos integrantes da CPI da Corrupção, criada para investigar irregularidades nos últimos governos do Distrito Federal. Além disso, tampouco correria o prazo para que os parlamentares suspeitos de participar do esquema do mensalão do DEM apresentem suas defesas nos processos a que respondem por quebra de decoro.
O presidente interino da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), chegou a ler nesta tarde pedido de auto-convocação dos parlamentares para analisarem, no período de recesso legislativo, os pedidos de impeachment contra o governador Arruda. A proposta, encampada pela bancada de oposição, tende a ser derrubada apoiadores do governador - maioria na Casa - que defendem que o tema seja colocado em votação, e não aplicado de forma automática.
O governador José Roberto Arruda, que pediu sua desfiliação do DEM na última semana às vésperas de poder ser expulso da legenda, é suspeito de coordenar a prática do mensalão em Brasília. Revelado pelo então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, o esquema é retratado em fitas de vídeo, sendo que, em uma delas, Arruda aparece em um vídeo recebendo maços de dinheiro.
A tese do mensalão no DF é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o suposto pagamento de propina a deputados da base aliada.
- Redação Terra

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