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 Decisão sobre compra de caças será tomada em 2010, diz Lula
14 de dezembro de 2009 14h08 atualizado às 16h07

Lula discursa durante um almoço de fim de ano com oficiais-generais. Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

Lula discursa durante um almoço de fim de ano com oficiais-generais
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

Laryssa Borges
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o anúncio do governo brasileiro sobre a compra de aviões caça deverá ser feito apenas no início do próximo ano. O presidente, que participou de almoço de confraternização com oficiais generais, buscou enfatizar o processo de reaparelhamento das Forças Armadas com, além dos caças, a aquisição de submarinos, veículos blindados e com o projeto de lei que, se aprovado pelo Congresso, garante força de polícia para contingentes da Marinha e da Aeronáutica.

"Esse encontro acontece em um momento auspicioso. Na semana passada mandamos para o Congresso (um projeto) fortalecendo o Ministério da Defesa. É uma satisfação saber que o Exército está recebendo o primeiro lote de 34 viaturas de blindados. Até 2030 serão três mil blindados. No início de 2010, deveremos tomar a decisão sobre os aviões caças da Força Aérea Brasileira", disse Lula.

Terminou no dia 2 de outubro o prazo estipulado pelo governo brasileiro para que as empresas Boeing, Dassault e Saab fizessem a apresentação de suas propostas de venda de aeronaves caça para a Força Aérea Brasileira (FAB).

O processo de venda de 36 novos caças para o Brasil, apesar de as empresas evitarem falar em valores, deve mobilizar um montante de cerca de 4 bilhões de euros. O Brasil, que no dia 7 de setembro anunciou a decisão política de estreitar as negociações com a francesa Rafale, tem sido pressionado também pela sueca Saab, que chegou a oferecer dois caças Gripen ao preço de um.

A principal demanda do Brasil para escolher o vencedor entre os três finalistas está na possibilidade de transferência de tecnologia e na chance de empresas brasileiras poderem fabricar as novas aeronaves e as exportar.

Forças Armadas
Ao participar do almoço com oficiais-generais, o presidente disse ainda que as Forças Armadas merecem ser reconhecidas também pelo papel que desempenham em programas como o Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), no combate à dengue na Bahia, na ajuda permanente dos aviões do correio aéreo nacional na Amazônia, no apoio de hospitais-navio na região amazônica, além do suporte em logística nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

"O PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento tem recebido apoio incondicional de engenharia do Exército em rodovias, pontes, ferrovias e aeroportos. Fiquei particularmente feliz nos canais de interligação da bacia do são Francisco", afirmou Lula.

Redação Terra