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 DEM adia para 6ª reunião sobre expulsão de Arruda
08 de dezembro de 2009 12h41 atualizado às 12h50

Keila Santana
Direto de Brasília

O comando do DEM transferiu de quinta para sexta-feira a reunião da executiva nacional que vai decidir se expulsa ou não do partido o governador do distrito federal, José Roberto Arruda. Segundo o presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), não se trata de uma protelação, e sim uma medida para que o partido cumpra o prazo legal de defesa de Arruda.

O limite para entrega da defesa escrita do governador se encerra às 18h de quinta. O partido avalia que restaria pouco tempo para o relator, José Thomaz Nonô, concluir o parecer. "É só uma questão de prazo legal, e nós vamos julgar assim que o relatório estiver pronto. Não passa de nenhuma forma do prazo da entrega da defesa", disse Rodrigo Maia.

Com o adiamento, a executiva nacional do DEM deve se reunir na manhã de sexta-feira. O partido não vai julgar ainda a expulsão do vice-governador do DF, Paulo Otávio, que também faz parte da executiva da legenda.

O presidente do partido disse que o momento é grave e é preciso antes concluir o processo contra o governador Arruda. "Nós estamos vivendo uma semana muito difícil, ao analisar o caso do único governador do partido. Acho que resolvida essa questão, vamos ter condições de analisar todos os outros fatos que são graves também."

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Especial para Terra