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 Paraquedista lembra tensão após salto no Rio
08 de dezembro de 2009 03h13

O sonho de voltar a ver a cidade do Rio de Janeiro a 1,5 mil m de altura custou caro para o motorista de ônibus aposentado Roberto Tomé da Costa, 55 anos. No domingo - 30 anos após seu último salto de paraquedas -, a façanha quase virou tragédia: uma contratura muscular no braço direito o impediu de manobrar até o ponto de pouso, no Clube da Aeronáutica. Ao sabor do vento, Roberto Tomé acabou enroscado no poste a 15 metros do chão, em frente ao Condomínio Novo Leblon, na Av. das Américas, Barra da Tijuca.

Com o corpo na horizontal, coluna curvada, perna esquerda presa às tiras e dor no braço direito, o ex-fuzileiro naval aguardou ansiosamente pela chegada dos bombeiros. "Senti muita sede enquanto fiquei pendurado naquele poste por 40 minutos", contou. "Como estava preso, o vento fez o meu corpo bater algumas vezes no poste", completou ele, que preferiu não pagar os R$ 150 de um salto duplo.

"Ainda bem que foi só um susto", suspirou Rhana, filha do paraquedista, que acompanhou junto com o irmão, Thiago, os momentos de tensão pai. Vizinho do Campo dos Afonsos na infância, Roberto revelou que abandonava os exercícios da escola para observar os paraquedistas. "Na Marinha, não passei no psicotécnico e acabei fazendo apenas 13 saltos", lamentou.

"Ele poderia ter cruzado o tirante (cordão que permite dirigir o paraquedas) para guiar com precisão", observou Luiz Oliveira, presidente da Federação Carioca de Paraquedismo.

O Dia
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