Manifestantes invadiram o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Foto: Figueiredo/Câmara Legislativa DF/Divulgação
- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
O procurador-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal, José Edmundo Pereira, recorreu nesta sexta-feira ao Tribunal de Justiça com pedido de reintegração de posse do Plenário e de retirada imediata dos cerca de 60 manifestantes, que, desde quarta-feira, acampam dentro do local de votações dos deputados distritais. Estudantes e militantes de partidos políticos protestam pela saída do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), investigado na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
Cerca de 150 manifestantes invadiram por volta das 14h30 de quarta o prédio principal da Câmara Legislativa, quebraram o vidro da porta e ocuparam o Plenário da Casa. Com apitos, faixas, panetones e até um caixão com um boneco representando o governador Arruda, estudantes e pessoas ligadas a partidos de oposição ao governo cobram a saída imediata do político democrata do poder.
A decisão de tentar judicialmente a retomada do Plenário foi tomada em uma reunião da Mesa Diretora da Casa na residência do deputado Raimundo Ribeiro (PSL).
Na quinta, o presidente interino da Câmara Legislativa do DF, deputado Cabo Patrício (PT), já havia decidido pedir judicialmente a reintegração de posse do Plenário. A solicitação de hoje pede a retirada imediata por meio de uma liminar. A decisão sobre a saída dos manifestantes pode ser tomada ainda nesta sexta.
Na quarta, primeiro dia da invasão, Cabo Patrício determinou que a Polícia Legislativa instaurasse inquérito para apurar as responsabilidades pela quebra da porta principal da Casa Legislativa ocorrida durantes os protestos.
Entenda o caso
O mensalão do governo do Distrito Federal, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
- Redação Terra

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