Os manifestantes que invadiram a Câmara Legislativa do Distrito Federal no começo da noite dessa quarta-feira, em protesto contra a permanência do governador do DF, José Arruda (DEM), no cargo decidiram passar a noite no plenário. Segundo a Polícia Legislativa, os invasores se acomodaram em mesas cadeiras e não provocaram mais danos ou desordem.
A Câmara sofre duas invasões no mesmo dia, a primeira ocorreu no começo da tarde, quando um grupo quebrou a porta principal gritando palavras de ordem em Plenário por mais de quatro horas. No começo da noite, um grupo de estudantes e militantes de partidos políticos voltou ao local .
Segundo a polícia, a s convivência foi pacífica na madrugada e os invasores acatavam as restrições impostas pela segurança. Os manifestantes têm a liberdade de entrar e sair do plenário, mas são proibidos de circular por outros setores da casa, se organizaram até para comprar comida.
A nova ocupação do local de votação de deputados distritais tem prazo indeterminado segundo os coordenadores do protesto. Durante a primeira invasão, um integrante da Polícia Legislativa ficou ferido.
O presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício (PT), determinou a instauração de inquérito para apurar as responsabilidades pela quebra da porta principal da Casa Legislativa. Até o momento, Arruda, que aparece em vídeo recebendo maços de dinheiro, é alvo de quatro processos de impeachment, casos que terão, em tese, de ser analisados pela própria Câmara local.
Mensalão do DEM
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
- Redação Terra

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