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 Novo vídeo de mensalão do DEM cita deputados do PMDB
02 de dezembro de 2009 22h46 atualizado em 03 de dezembro de 2009 às 07h35

Um novo vídeo com uma conversa entre o secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, e o dono do jornal Tribuna do Brasil, Alcir Collaço, traz indícios de que os deputados federais Tadeu Filippelli (PSDB-DF), Henrique Eduardo Alves (PSDB-RN), Eduardo Cunha (PSDB-RJ) e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), estariam envolvidos no suposto esquema de pagamento de propina do governo de José Roberto Arruda (DEM). A informação é do portal IG. Temer afirmou que a citação de seu nome é uma infâmia. "Meu nome está em evidência. Não há absolutamente nada", disse. "Eu não tenho relações pessoais com o governador Arruda, mas mantenho relação política. Não sei por qual razão se destinaria verba para mim. É mais uma infâmia, lamento dizer isso."

Na conversa, o empresário explica que Filipelli receberia R$ 500 mil e os demais, R$ 100 mil cada. Além disso, ele diz que o ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), que morreu em julho, também receberia R$ 100 mil se estivesse vivo. Parte da verba seria da Novacap, empresa governamental que cuida da urbanização. Filipelli disse que pretende tomar providências criminais contra os dois envolvidos no diálogo e Eduardo Cunha afirmou que sequer conhece Collaço. Henrique Eduardo Alves não comentou o caso. As denúncias do "mensalão" do governo Arruda, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, são resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Redação Terra