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 Após invasão, manifestantes deixam Plenário da Câmara do DF
02 de dezembro de 2009 18h56 atualizado às 18h59

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Após cerca de quatro horas de invasão, os manifestantes na Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiram deixar o Plenário da Casa e se dirigir à galeria, local reservado para que o público acompanhe as sessões.

Depois de os integrantes do protesto terem chegado a quebrar a porta principal do Câmara local e terem ferido um dos servidores da Polícia Legislativa, o presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício (PT), determinou a instauração de inquérito para apurar as responsabilidades pela quebra da porta principal da Casa Legislativa.

Cerca de 150 manifestantes invadiram nesta quarta-feira o prédio principal da Câmara Legislativa, quebraram o vidro da porta e ocuparam o Plenário da Casa.

Com apitos, faixas, panetones e até um caixão com um boneco representando o governador Arruda, estudantes e pessoas ligadas a partidos de oposição ao governo cobram a saída imediata do político democrata do poder. Os manifestantes exigiam ser ouvidos pelos deputados distritais e prometem ficar em Plenário até terem seus pleitos atendidos.

Até o momento, Arruda, que aparece em vídeo recebendo maços de dinheiro, é alvo de quatro processos de impeachment, casos que terão, em tese, de ser analisados pela própria Câmara local.

O "mensalão" do governo de José Roberto Arruda, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o suposto pagamento de propina a deputados da base aliada.

Em sua defesa, Arruda disse que toda a arrecadação de recursos está devidamente registrada na Justiça Eleitoral e afirmou que recebeu recursos apenas uma vez do então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. O dinheiro, na versão do governador, foi destinado à compra de panetones para famílias carentes.

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Redação Terra