- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
Após cerca de quatro horas de invasão, os manifestantes na Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiram deixar o Plenário da Casa e se dirigir à galeria, local reservado para que o público acompanhe as sessões.
Depois de os integrantes do protesto terem chegado a quebrar a porta principal do Câmara local e terem ferido um dos servidores da Polícia Legislativa, o presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício (PT), determinou a instauração de inquérito para apurar as responsabilidades pela quebra da porta principal da Casa Legislativa.
Cerca de 150 manifestantes invadiram nesta quarta-feira o prédio principal da Câmara Legislativa, quebraram o vidro da porta e ocuparam o Plenário da Casa.
Com apitos, faixas, panetones e até um caixão com um boneco representando o governador Arruda, estudantes e pessoas ligadas a partidos de oposição ao governo cobram a saída imediata do político democrata do poder. Os manifestantes exigiam ser ouvidos pelos deputados distritais e prometem ficar em Plenário até terem seus pleitos atendidos.
Até o momento, Arruda, que aparece em vídeo recebendo maços de dinheiro, é alvo de quatro processos de impeachment, casos que terão, em tese, de ser analisados pela própria Câmara local.
O "mensalão" do governo de José Roberto Arruda, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o suposto pagamento de propina a deputados da base aliada.
Em sua defesa, Arruda disse que toda a arrecadação de recursos está devidamente registrada na Justiça Eleitoral e afirmou que recebeu recursos apenas uma vez do então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. O dinheiro, na versão do governador, foi destinado à compra de panetones para famílias carentes.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
- Redação Terra

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