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 Justiça havia ordenado transferência de preso resgatado na Polinter
01 de dezembro de 2009 04h07

A ordem da juíza Juliana Benevides, da Vara de Execuções Penais (VEP), do dia 8 de outubro, para que o sequestrador Cleverton Coelho de Resende fosse transferido para uma unidade prisional de regime fechado, num prazo de cinco dias, só foi enviada pela Coordenação de Execução Penal da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) à Polinter 49 dias depois. Encaminhado ao órgão da Polícia Civil na quinta-feira, o ofício foi protocolado na sexta, dois dias antes de ele ser resgatado por bandidos armados da carceragem do Grajaú. Mais 29 presos fugiram. Seis foram recapturados ou se entregaram.

Os documentos mostram que, no dia 29 de outubro, a Seap tinha a determinação judicial protocolada. Ainda assim, demorou quase um mês para enviar o ofício à Polinter, onde ele e outros dois condenados estavam presos.

Com pena de 35 anos de prisão , Cleverton estava na Polinter desde 22 de julho, quando retornou de São Paulo, onde ficou preso por dois anos. Além dele, a polícia já descobriu que o outro alvo dos bandidos no resgate era Carlos Eduardo Macedo, o Jão. Ambos são paulistas e seriam fornecedores de drogas do Comando Vermelho (CV). Com eles, fugiram no mesmo carro dois bandidos da Mangueira: Rodrigo Jaccoud, o Gordinho, e Wellington Simões, o Rato, cujo cunhado, Rafael de Almeida Guerra, teria sido um dos responsáveis pelo resgate.

O diretor das unidades carcerárias da Polinter, Orlando Zaccone, afirmou que vai criar um grupo especial que, já a partir da semana que vem, deverá ser responsável pela transferência de presos. "Serão os únicos que terão autorização para apresentar os presos nas carceragens", disse o delegado. No ataque, os bandidos usaram roupas da Polícia Civil e levaram um homem algemado simulando a entrega de preso.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou a licitação para a construção de seis novas casas de custódia para abrigar detentos. O objetivo é retirar da Polícia Civil a custódia de presos.

O Dia
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