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 PSDB pede que filiados deixem governo do Distrito Federal
30 de novembro de 2009 11h54 atualizado às 12h36

O PSDB nacional vai recomendar a seus filiados Márcio Machado e José Humberto Pires que se afastem da equipe do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). O presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o PSDB "não pode participar de um governo que está envolvido em várias acusações e não pode esclarecê-las".

Arruda aparece em um vídeo, gravado durante as investigações feitas pela PF, recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo então secretário de Relações Institucionais da gestão do político democrata, Durval Barbosa. Réu em mais de 30 processos, Barbosa denunciou o esquema por conta da delação premiada, acordo feito com a Justiça para diminuição de pena em uma eventual condenação judicial.

Márcio Machado é secretário de Obras do governo Arruda e presidente do diretório regional do PSDB. José Humberto Pires ocupa a secretaria de Governo. Como está em Recife (PE), Sérgio Guerra afirmou que caberá a um dos vices-presidentes do partido, Cícero Lucena (PB) ou Marisa Serrano (MS), conversarem ainda nesta segunda-feira com os secretários.

O objetivo dos tucanos é evitar que as denúncias de corrupção no Distrito Federal, já chamada de mensalão de Brasília, possam contaminar de alguma forma a costura da aliança nacional para as eleições presidenciais de 2010. Guerra acredita que esse é um problema restrito ao governo Arruda e à capital federal.

Na terça-feira, a Executiva Nacional do PSDB se reune para avaliar a situação e tomar uma posição oficial sobre as denúncias envolvendo o governador do Distrito Federal. Guerra afirmou que agora cabe a José Roberto Arruda prestar esclarecimentos sobre os fatos ao seu partido, o Democratas, que também é o principal aliado nacional dos tucanos.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), por sua vez, afirmou que o partido e o PSDB estão administrando o assunto "de comum acordo e como partidos parceiros". José Agripino disse que "qualquer fato que comprometa a imagem do DEM, comprometerá também a imagem do PSDB e vice-versa e ambos os partidos têm consciência disso".

Agência Brasil