O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou nesta sexta-feria, por meio de sua assessoria, que "o partido concorda e apoia totalmente a decisão do governador Arruda (José Roberto Arruda, do Distrito Federal) de esperar ter acesso a todo processo para se manifestar. O Democratas espera que a apuração seja rigorosa e rápida".
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira operação de busca e apreensão com o objetivo de "coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à 'base aliada'" do governo do Distrito Federal, segundo nota divulgada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os locais que foram alvo da Operação Caixa de Pandora, estava a área da residência oficial do governador do Distrito Federal, e gabinetes de parlamentares do Legislativo brasiliense.
"Foram verificados, nas investigações, indícios de pagamento de recursos a altos servidores do GDF, por empresas que mantinham contrato com o governo distrital", disse a PF por meio da nota.
As investigações sobre suposto repasse ilegal de recursos contaram com a ajuda do então secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa. Segundo a assessoria de comunicação do governo brasiliense, Barbosa foi exonerado do cargo nesta tarde após a deflagração da operação.
Em nota, o governo do Distrito Federal afirmou que "está se inteirando dos fatos e agirá com equilíbrio e o rigor que a situação exige". Disse ainda que "todos os servidores citados foram afastados de suas funções até a completa apuração".
"A determinação do GDF é contribuir com as investigações para a completa e cabal apuração dos fatos", conclui a nota do governo do Distrito Federal. O mandado de busca e apreensão cumprido na área da residência oficial do governo foi destinado ao chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, ex-assessor do ex-governador Joaquim Roriz, disse uma fonte do DEM.
O governador esteve envolvido em outro escândalo político, o da violação do painel eletrônico de votação do Senado, que o levou a renunciar ao mandato de senador em 2001.
São investigados os deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulisses (PSB), Pedro do Ovo (PRP) e o presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM).
Algumas empresas do DF também fazem parte da investigação e foram realizadas buscas em suas sedes. Além das empresas, três pessoas físicas são citadas por Durval Barbosa como as que teriam repassado ao suposto esquema parte dos R$ 600 mil rastreados. Entre elas está o secretário de educação do DF, José Luiz Vieira Valente, que foi afastado do cargo.

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