- Marina Mello
- Direto de Brasília
O corregedor da Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (DEM-BA), disse nesta terça-feira que vai analisar com calma a denúncia de que deputados teriam usado em campanhas recursos de suas verbas indenizatórias - que existem para custear despesas de parlamentares - e afirmou que ainda não há um prazo para que a investigação seja concluída.
"Vou tratar as informações, mas não me peçam prazo", disse o deputado ao ser questionado por jornalistas.
ACM disse que conta com o apoio de consultores legislativos da Casa para averiguar as informações e assegurou que tudo será feito com "cuidado" para que nenhum deputado seja injustiçado.
"Vamos examinar tudo com cuidado para não negligenciar. Faremos o que tem que ser feito para não prejulgar ninguém", afirmou.
A denúncia
Segundo uma reportagem deste domingo da Folha de S.Paulo, deputados teriam utilizado recursos da verba indenizatória, destinados às suas atividades legislativas, para financiar suas campanhas eleitorais em 2008. O jornal, que denunciou o uso irregular dessa verba em empresas fantasmas, afirma que os documentos "secretos" do uso da verba mostram a sua aplicação nas campanhas políticas.
São citados na repoprtagem os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ, Jader Barbalho (PMDB-PA), Paulo Abi-Ackel (PSDB), Narcio Rodrigues (PSDB-MG), Giovanni Queiroz (PDT-PA), Fábio Ramalho (PV-MG) e Paulo Rocha (PT-PA).
Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) disse que as irregularidades seriam encaminhadas à corregedoria. Sobre possíveis punições, disse que "a apuração é que vai determinar qual é o valor que se dará a essas informações".


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