Mulheres fazem manifestação em favor do bronzeamento artificial em Porto Alegre
Foto: Roberto Vinícius/Ag. Free Lancer/Futura Press
Um protesto contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe a utilização de câmaras para o bronzeamento artifical reuniu cerca de 100 pessoas nesta segunda-feira, no centro de Porto Alegre.
Segundo o Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares do RS (Sinca), participaram do encontro, que teve público predominantemente feminino, consumidores, donos de salões de beleza e esteticistas."Nos encontramos para lutar contra a proibição às 10h. Seguimos até a frente do prédio da Anvisa, com cartazes para reivindicar a mudança", disse Shirley Rodrigues, representante do Sinca no protesto.
A lei
No dia 11 de novembro, a Anvisa proibiu em todo o País o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, baseado na emissão de radiação ultravioleta (UV), em clínicas de estética. A agência diz que a resolução segue pesquisas sobre câncer, ligadas à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Pesquisas científicas comprovaram que a emissão de raios ultravioleta aumenta os riscos de câncer de pele. A Anvisa, então, abriu consulta pública para que profissionais de saúde, fabricantes e a própria população pudessem opinar sobre o assunto.
O câncer de pele corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no País, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse tipo de bronzeamento já estava proibido pela Anvisa para menores de 16 anos e para jovens com idade entre 16 e 18 anos que não apresentassem autorização do responsável legal. Ficaram de fora da proibição as câmaras de emissão de radiação ultravioleta destinadas a terapias médicas.
Redação Terra
Colaborou com esta notícia o internauta Danilo Dias da Cunha, de Porto Alegre (RS), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.






Assista agora »
Assista agora »

