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 Reféns são libertados e rebelião termina em prisão do Rio
22 de novembro de 2009 22h28 atualizado às 22h46

A Polícia Militar confirmou o fim da rebelião na Casa de Custódia de Magé, na Baixada Fluminense. O motim começou no início da tarde deste domingo, logo após uma tentativa frustrada de fuga. Os detentos fizeram quatro agentes policiais reféns, sendo que um deles foi ferido por estilhaços no braço. Todos os reféns foram libertados.

Segundo a polícia, um detento morreu de overdose. A morte não teria relação com a rebelião, pois o preso estaria passando mal desde a noite deste sábado.

Outro preso teve uma crise hipertensiva e foi levado para um hospital da região. Cerca de 30 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 50 do 34º BPM (Magé) reforçaram a segurança do presídio, mas as negociações foram conduzidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), que exigiu a retirada dos PMs do interior da unidade.

Segundo o tenente-coronel Evaldo Rodrigues, comandante do 34º BPM (Magé), a rebelião começou por volta das 14h e os detentos tomaram toda a unidade, exceto a recepção. "Eles tentaram fugir pela porta da frente. Quando foram surpreendidos, houve troca de tiros. No retorno, fizeram os quatro refens", disse.

Os presos foram revistados, contados e encaminhados para suas celas. Ainda segundo o comandante Evaldo Rodrigues, todos os objetos encontrados no presídio foram recolhidos.

Além da rebelião, uma "briga" religiosa deixou o clima ainda mais tenso em Magé. O pastor Marcos, que costuma tentar acabar com protestos nas cadeias, esteve no local por vontade própria, mas teria sido barrado pela direção da casa. O padre André, coordenador da Pastoral Carcerária da Igreja Católica, teria sido convocado pelo Estado para ir ao local.

Com autorização para entrar, o padre tentou negociar com os presos, o que revoltou o pastor. Marcos disse ter sido destratado pela diretoria do presídio e afirmou que a atitude foi preconceituosa.

Familiares dos presos se concentraram na porta da unidade e pediram a intervenção do governador do Estado, Sérgio Cabral, para que os rebelados não fossem castigados.

O Dia
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