Sob chuva, o corpo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foi enterrado às 17h15 no cemitério Getsêmani, no Morumbi
Foto: Raphael Falavigna/Terra
O corpo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foi enterrado às 17h15 deste sábado no cemitério Getsêmani, no Morumbi, zona sul da cidade. O sepultamento ocorreu sob chuva, com a presença dos filhos de Pitta, Vitor e Roberta, e do investidor Naji Nahas.
Celso Pitta morreu às 23h50 de sexta-feira, aos 63 anos, em decorrência de um câncer disseminado no intestino, que vinha sendo tratado desde janeiro deste ano. Pitta estava internado no hospital desde o último dia 3.
Pitta foi prefeito de São Paulo de 1997 a 2000, teve a gestão marcada por uma série de denúncias e chegou a ser afastado do cargo por 18 dias. Era afilhado político de Paulo Maluf (PP) e tentou duas vezes ser deputado federal pelo PTB, sem sucesso. Antes de entrar para a política, Pitta foi executivo de várias empresas, entre elas a Eucatex, da família Maluf.
No ano passado, o ex-prefeito foi preso pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Satiagraha, que apurava crimes financeiros, junto do banqueiro Daniel Dantas e de Naji Nahas. Também no ano passado, Pitta teve a prisão decretada por não ter pago a pensão alimentícia à ex-mulher, Nicea. Um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça permitiu que o ex-prefeito cumprisse prisão domiciliar, em abril de 2009.
Durante o velório, a viúva de Pitta, Rony Golabek, disse que o ex-prefeito foi injustiçado. "Ele foi o Judas da política e eu ainda vou provar isso", disse. "Na política, você tem que ter um escudo, e ele não tinha esse escudo."
- Redação Terra





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