O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), participou de encontro com o presidente da Fiesp, em abril de 2007
Foto: Anderson Barbosa/Futura Press
O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP), que sofre um processo de cassação que será julgado no dia 24 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinou um decreto para garantir segurança oficial para si próprio quando deixar o comando do Estado. O político é acusado de comprar votos durante a campanha para sua reeleição em 2006. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a reportagem, o decreto, publicado no último dia 11, afirma que todo ex-governador de Rondônia terá direito a 10 policiais militares, sendo dois oficiais, para sua segurança pessoal. Os seguranças ainda seriam indicados pelo ex-governador e ficariam submetidos ao Gabinete Militar do Estado. Os ex-presidentes da República também têm direito a seguranças ao fim do mandato, mas no máximo oito pessoas, entre segurança e apoio, para cada político.
Ainda segundo o jornal, o decreto regulamenta uma lei aprovada pela Assembleia de Rondônia em 2008 e indica que a equipe terá duas caminhonetes cabina dupla, além de armas, rádios, coletes à prova de bala e celulares, mas não especifica o custo da medida. O documento ainda afirma que o benefício se aplica apenas pelo tempo de dois mandatos após a saída do governador, ou seja, beneficiaria apenas Cassol e José Bianco (DEM) - este até 2010.
A senadora Fátima Cleide (PT-RO), que também disputou as eleições em 2006, criticou ao jornal que a medida e disse que cidades do Estado tem menos policiais que na escola de um ex-governador. O diretor de comunicação do governo, Marco Antônio Santi, disse ser à reportagem que a assinatura do decreto dias antes do julgamento de Cassol no TSE é coincidência, já que a proposta era discutida há anos. Santi disse à Folha também que há necessidade de segurança ao governador, pois ele sofre ameaças de morte por ter denunciado políticos.
- Redação Terra

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