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 Filme sobre a vida de Lula abre Festival de Brasília
17 de novembro de 2009 18h41

O longa-metragem de Fábio Barreto sobre a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre hoje (17) à noite o 42º Festival de Cinema de Brasília. Lula, o Filho do Brasil retrata a vida do atual presidente, desde seu nascimento, em 1945, no sertão pernambucano, até 1980, quando ele já era um sindicalista respeitado. Este foi também o ano da morte de sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello (dona Lindu), interpretada por Glória Pires.

Programado para estrear em circuito comercial em janeiro de 2010, ano eleitoral, o longa foi, por isso, criticado pela oposição, que teme o uso político da imagem do presidente com a divulgação da obra. Lula não disputará eleições no próximo ano, mas deve apoiar a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.

O filme é baseado no livro homônimo de Denise Paraná e teve cenas filmadas em Pernambuco e em São Paulo entre 20 de janeiro e 18 de março deste ano. Uma das cenas relembra um discurso marcante na carreira de Lula, que falou sem sistema de som para um estádio lotado na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista. Os 80 mil operários que assistiam ao discurso repetiam as palavras de Lula para que todos pudessem ouvi-las.

Lula, o Filho do Brasil tem duração de 128 minutos e foi produzido em parceria com a Globo Filmes. O filme não recebeu recursos de leis de incentivo municipal, estadual ou federal. O elenco conta com 130 atores, entre eles Rui Ricardo Diaz, que faz o papel de Lula dos 18 aos 35 anos. A atriz Cleo Pires interpreta Lurdes, primeira mulher de Lula, e Juliana Baroni faz o papel de Marisa Letícia. O filme também retrata o pai de Lula, Aristides, como um homem violento, vivido pelo ator Milhem Cortaz. Participaram ainda das filmagens 3 mil figurantes.

O filme tem fotografia de Gustavo Hadba, direção de arte de Clóvis Bueno, figurinos de Cristina Camargo, roteiro de Daniel Tendler, Denise Paraná e Fernando Bonassi e música de Antônio Pinto e Jaques Morelenbaum.

Agência Brasil