Notícias » Notícias

 Contra Battisti, presidente de associação faz greve de fome
14 de novembro de 2009 13h52 atualizado às 13h54

O presidente da Associação de Vítimas do Terrorismo Domus Civitas, Bruno Berardi, anunciou nesta sábado que também iniciou uma greve de fome contra a que é realizada pelo ex-ativista de esquerda Cesare Battisti. A informação é da agência Ansa.

"O objetivo é sensibilizar a opinião pública e a Alta Corte brasileira Supremo Tribunal Federal (STF), que julga o processo de extradição do italiano, para que envie a nosso país o homicida Cesare Battisti", anunciou Berardi.

Ao iniciar sua greve, ele também pediu justiça às vítimas e aos familiares dos crimes aos quais o ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) é condenado em seu país.

Segundo informou à Ansa o senador José Nery (PSOL-PA), Battisti iniciou nesta sexta-feira uma "greve total de fome", anunciada em uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-militante de esquerda pretendia que o documento fosse entregue a Lula antes de ele chegar à Itália, onde é esperado às 18h40 deste sábado - 15h40 no horário de Brasília.

Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios cometidos na década de 1970, Battisti é requerido pelo Estado italiano para que cumpra sua pena no país. Contudo, ele obteve do Brasil o status de refugiado político em janeiro deste ano.

O pedido italiano é agora analisado pelo STF. A primeira votação da Casa, realizada no dia 9 de setembro, terminou com um placar favorável à deportação, que obteve apoio de quatro dos ministros. Os outros três, que se pronunciaram, votaram pela permanência do italiano no Brasil.

Na quinta-feira passada, na segunda audiência sobre o caso, o ministro Marco Aurélio Mello empatou a votação ratificando seu apoio ao refúgio concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, suspendeu a sessão sem se pronunciar. Espera-se agora que a decisão de Mendes seja anunciada na próxima quarta-feira.

Na última semana, Battisti disse acreditar que o presidente ratificará o seu refúgio caso o STF acate o pedido do governo italiano e ordene a sua extradição. "Eu não perdi a confiança no presidente Lula", disse o italiano em uma entrevista à Ansa do presídio da Papuda, onde está detido desde 2007.

Redação Terra