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 Guarda metropolitana é recebida a coco na região da 25 de Março
14 de novembro de 2009 12h40 atualizado às 17h28

Homem arremessa um côco na direção dos policiais na 25 de Março. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Homem arremessa um côco na direção dos policiais na 25 de Março
Foto: Ivan Pacheco/Terra

Peter Fussy
Direto de São Paulo

A Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo foi recebida com cocos e garrafas de plástico na rua Comendador Afonso Kherlakian, na região da rua 25 de Março, na manhã deste sábado. Por volta de 12h (de Brasília), o efetivo da guarda metropolitana apertou o cerco contra os camelôs no maior centro de comércio popular da capital paulista.

Para fazer o policiamento na área, o efetivo fez uma espécie de barreira com cerca de 20 homens para liberar o tráfego pela rua Comendador Afonso Kherlakian. Enquanto os guardas avançam, era possível ver os camelôs, que trabalham sem licença, recolhendo os produtos e recuando. Após uma discussão entre camelôs e guardas, cocos, garrafas de plástico e caixas de madeira foram arremessadas em direção ao efetivo.

Até às 13h deste sábado, foram feitas 80 apreensões de mercadorias, em sacos de 100 l, e duas bombas caseiras foram entregues na base da GCM. Mais cedo, a guarda metropolitana já havia solicitado aos camelôs ilegais para deixarem a rua, mas minutos depois eles colocavam as mercadorias novamente à mostra na via pública. Era praticamente impossível se locomover entre a multidão e os produtos postos na rua.

Além de 150 homens guarda metropolitana, que chegou de ônibus de diversas regiões da cidade, um efetivo de cerca de 100 homens da Polícia Militar fazia o policiamento na região. Os policiais se concentravam entre as ruas Ladeira Porto Geral e Afonso Kherlakian. De acordo com o capitão Natale, a maior incidência de assaltos ocorre entre as duas vias, que formam uma passagem da estação de metrô e as principais lojas do centro comercial. "Aqui as pessoas chegam com o dinheiro para as compras ou já estão indo embora cansadas e viram alvo mais fácil", afirmou.

Segundo o capitão Natale, desde terça-feira a Polícia Militar monitora a área na operação denominada Natal. A estimativa da polícia é de que cerca de 500 mil pessoas circulem pela região neste sábado. "Essa é uma área de interesse, o Brasil inteiro faz compras aqui", disse o capitão. O policial informou que 60% dos crimes na 25 de março acontecem às sextas-feiras e aos sábados. "Estamos fazendo esta operação para ninguém achar que comprar aqui é perigoso", afirmou.

A atuação dos guardas e policiais não incomodaram somente os comerciantes ilegais. Consumidores também reclamaram da falta de cuidado com os visitantes. "Um guarda trombou comigo e pisou no meu pé. Quase sofri uma torsão. Tentei falar com ele, mas fui simplesmente ignorado", relatou Rodrigo Castan, 27 anos.

Redação Terra
  1. Ambulantes recolhem produtos com a chegada da polícia na rua 25 de Março, em São Paulo

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  2. Movimentação é intensa no centro de comércio popular da 25 de Março neste sábado, em São Paulo

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  3. Vendedores tentam colocar produtos à mostra na 25 de Março

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  4. Policiais observam a movimentação das pessoas

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  5. Ao perceberem a chegada de guardas, ambulantes recolhem as mercadorias

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  6. Guarda Municipal observa ambulantes recolherem seus produtos

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

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