Ambulantes recolhem produtos com a chegada da polícia na rua 25 de Março, em São Paulo
Foto: Ivan Pacheco/Terra
- Fabrício Calado Moreira
Falta mais de um mês para o Natal, mas o reforço no policiamento na região da 25 de Março, um dos redutos de camelôs de São Paulo, já chegou. Após os protestos de ambulantes que aconteceram na região nesta semana, a Guarda Civil Municipal aumentou o efetivo na 25, e irá ter mais que o dobro de fiscais na área até o Natal.
Nesta sexta-feira, há na 25 de Março e ruas do entorno 150 agentes, número que subirá para 180 em dezembro. O efetivo normal na região é de 80 homens.
O objetivo do incremento na vigilância da região é coibir o comércio ilegal, mas mesmo os camelôs regularizados da região reclamam. "Isso atrapalha o movimento, porque quem vê os confrontos de fora fica com medo e deixa de vir aqui para comprar", diz Oscar Alaô, ambulante com quase 20 anos de 25 de Março.
Blitz na madrugada
Outro ponto certo de camelôs, o Brás, também na região central da cidade, também recebeu incrementos. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Segurança Urbana diz que o efetivo na área aumentou em 20%, mas não revela números, alegando serem estratégicos.
O presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo (Sindcisp), Afonso José da Silva, o Afonso Camelô, afirma que não estão previstos protestos, por ora. "Primeiro vamos tentar negociar com a prefeitura para podermos trabalhar", disse. Segundo ele, uma operação da GCM deve acontecer das 23h de segunda-feira às 7h de terça-feira na rua Oriente, onde acontece a feira da madrugada. Como não divulga detalhes sobre ações futuras para não prejudicar seu resultado, a assessoria da secretaria não confirmou a informação.
Manifestação
Na quinta-feira, um protesto organizado por um grupo de ambulantes na 25 de Março terminou com uma pessoa ferida e outras 11 detidas. Os manifestantes reclamavam das ações de fiscalização da GCM. A rua chegou a ser bloqueada durante o confronto entre policiais e camelôs.
Segundo a Polícia Militar (PM), os policiais foram chamados para conter a manifestação e chegaram a usar bombas de gás lacrimogênio para reprimir o tumulto. Os manifestantes, de acordo com a PM, atiraram objetos nos guardas municipais e pedras e ovos contra os policiais. Um helicóptero da PM sobrevoou o local para monitorar a situação.
A PM disse ter 189 homens da Força Tática no local por volta das 13h, quando o normal para esta época do ano é de 102 policiais.
- Redação Terra







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