Após ter o julgamento adiado em outubro, o suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, acusado do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente (SP), Antonio José Machado Dias, vai a júri novamente nesta quarta-feira. O advogado do réu, Roberto Bartolomei Parentoni, se retirou da sessão anterior, que foi realizada no Fórum da Barra Funda, alegando cerceamento de defesa.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), não está previsto nenhum esquema especial para a sessão, já que o réu não participará.
O crime
Marcola e Julinho Carambola, apontados como os principais líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), teriam encomendado a morte do juiz por conta da atuação rigorosa de Machado, que atuava na corregedoria dos presídios. Ambos negam envolvimento no crime.
Entre as atribuições do juiz estavam a concessão de benefícios aos presos, a realização de sindicâncias e a avaliação de pedidos dos advogados. Machado foi morto a tiros em março de 2003. Após deixar o Fórum de Presidente Prudente, ele teve o seu carro cercado por criminosos e foi baleado. Em novembro de 2007, Reinaldo Teixeira dos Santos, 29 anos, conhecido como Funchal, foi condenado a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por homicídio doloso. A Justiça apontou o acusado como o autor dos disparos que mataram o juiz.
Anteriormente, João Carlos Rangel Luísi, o Jonny, foi condenado a 19 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e Ronaldo Dias, o Chocolate, a 16 anos e oito meses de prisão. Ambos também teriam participado da ação.
Nos ataques de 2006 - entre 12 e 20 de maio, 493 pessoas foram mortas por armas de fogo no Estado de São Paulo. Os principais alvos foram policiais militares, guardas civis metropolitanos e até bombeiros, que tiveram 46 baixas. A polícia matou pelo menos 109 pessoas que teriam reagido à prisão no período.
- Redação Terra


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