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 Traficante teria ordenado execução de PM em clube
10 de novembro de 2009 02h19

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O Serviço Reservado do 16º BPM (Olaria) tem informações de que os bandidos que executaram com mais de 20 tiros o cabo Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, do 16º BPM (Olaria), domingo de manhã, no Grêmio Recreativo Água Grande, estariam escondidos no Morro da Chatuba, no Complexo da Penha. O crime teria sido planejado por Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, gerente do tráfico da comunidade.

"Mica estaria pagando recompensa por morte de policiais. Ele já teria mandado executar um sargento do Corpo de Bombeiros cedido à 38ª DP (Brás de Pina) e tentou assassinar um agente federal. Ambos os crimes foram na Rua Oliveira Belo, na Vila da Penha", informou o comandante do 16º BPM (Olaria) tenente- coronel Antonio Jorge.

Um dirigente do Grêmio Recreativo de Água Grande (Grag), do qual o cabo era diretor-tesoureiro, confirmou que o cabo Rinaldo havia proibido, há sete meses, a realização de bailes funks na quadra do clube devido à presença de traficantes. "Ele era um homem decente, enérgico e nunca iria permitir a venda de drogas nos bailes. Os bandidos ficaram revoltados com ele e resolveram se vingar", afirmou.

Um dos assassinos do cabo seria um amigo de infância do policial. Ele é conhecido como Rafael DG. "Só que o Rinaldo entrou para a polícia e DG, para o crime", disse um PM. Além dele, mais três suspeitos dos crime estariam identificados.

Cerca de 250 pessoas compareceram ao enterro de Rinaldo, na tarde dessa segunda-feira, no Cemitério de Irajá. "Ele deixou três filhos e uma mãe de 72 anos. Foi mais uma violência cometida nesta cidade. Será que o secretário de Segurança acha mesmo que ela está menos violenta?", desabafou Tatiana Machado, ex-mulher da vítima. A mãe do policial, Etelvina dos Santos, passou mal durante o sepultamento, desmaiou e teve que sair carregada do cemitério. O cabo seria promovido a terceiro -sargento mês que vem.

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