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 PM aumentará policiamento em praias do Rio após arrastão
10 de novembro de 2009 02h14

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Após um fim de semana de tumulto e arrastões nas praias cariocas, a Polícia Militar informou que reforçará o policiamento nas orlas do Rio e Niterói. A Operação Praia começa sexta-feira e vai quase dobrar o número de PMs na região. A tropa praiana passará de 350 para 650 homens e só deixará o local com o fim da estação mais quente do ano. Alguns, disfarçados de banhistas, tentarão evitar brigas, nas sextas, sábados, domingos e feriados.

Os policiais vão patrulhar as praias da Zona Sul, Recreio, Barra da Tijuca e Niterói. De sexta a domingo, houve pelo menos um arrastão por dia, segundo relato de banhistas. Domingo, uma bomba caseira foi deixada na areia do Leme. O porta-voz da PM, major Eduardo Silva, no entanto, minimizou os episódios: "o que aconteceu no Arpoador foi uma briga, provocando corre corre. Alguns vândalos aproveitaram para roubar bonés, chinelos e celulares. Os fatos foram isolados e insignificantes, diante das cerca de 2 milhões de pessoas que estiveram nas praias".

Apesar do discurso, ontem no início da tarde nublada, havia seis carros e cinco quadriciclos do 23º BPM (Leblon) só no Arpoador, palco de arrastões sábado e domingo. "A ordem é detectar e prevenir brigas e combater pequenos furtos e uso de drogas. Policiais à paisana podem acionar outros via rádio", disse Silva. Em toda a orla, havia 100 PMs, alguns com fuzis.

O paulista Ronaldo Magalhães, 48 anos, evitou o Arpoador, mas não teve paz: "decidi ir para o Leme e lá tinha outro tumulto, por causa de um artefato explodido pelo Esquadrão Antibomba. Gosto do Rio, mas a segurança é precária".

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