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 Beira-Mar vai a julgamento por crime em 2001 em Campo Grande
10 de novembro de 2009 07h48 atualizado às 08h40

O réu Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, irá a julgamento nesta terça-feira no Fórum de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Ele é acusado de ser o mandante da morte de João Morel, assassinado na cela número 38 do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, em 21 de janeiro de 2001. Por telefone, ele teria ordenado que quatro detentos matassem Morel, com quem disputava o controle do tráfico na fronteira, na rota da Bolívia.

O julgamento, que será presidido pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Juri, está marcado para começar às 8h (9h de Brasília), mas a defesa de Beira-Mar tem direito a 2 horas para conversar com ele antes do início da sessão. O advogado Luiz Gustavo Battaglin Maciel deverá utilizar este tempo.

Noventa pessoas foram credenciadas para acompanhar o julgamento no Plenário do Tribunal do Júri. O grupo ficará na plateia e não poderá entrar com celulares. Cerca de 35 jornalistas acompanharão o julgamento por meio de um telão em uma sala ao lado. Os servidores do Tribunal de Justiça (TJ-MS) deverão mostrar a identificação para entrar no prédio.

No dia 5 de novembro, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Naves, negou liminar ao pedido de suspensão do julgamento marcado para esta terça-feira, formulado pela defesa de Beira-Mar. A defesa alegou que o voto do relator do processo, desembargador João Batista da Costa Marques, continha "excesso de linguagem" e poderia influenciar os jurados. Nilson Naves vedou a leitura de tal peça em Plenário, de forma a evitar possível nulidade do julgamento.

Trânsito
As ruas 25 de Dezembro (trecho da rua d. Aquino à rua Barão do Rio Branco), Barão do Rio Branco (entre a rua 25 de Dezembro e rua Bahia) e rua da Paz, entre a rua Bahia e a rua Oswaldo Cruz, estarão bloqueadas a partir das 6h desta terça-feira. E ficarão fechadas durante todo o julgamento.

De acordo com informação da assessoria de imprensa do TJ-MS, 250 policiais militares trabalharão na segurança interna e externa que envolve o julgamento, além de 40 homens do Departamento Penitenciário (Depen) e 18 da Força Nacional.

Redação Terra