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 Delegada abrirá inquérito sobre ofensas a aluna da Uniban
09 de novembro de 2009 13h00 atualizado às 14h43

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Os advogados da estudante foram à delegacia da Mulher em São Bernardo do Campo (SP) Foto: Adriano Lima/Futura Press

Os advogados da estudante foram à delegacia da Mulher em São Bernardo do Campo (SP) nesta segunda-feira
09 de novembro de 2009
Foto: Adriano Lima/Futura Press

A delegada Angela Ballarini, da Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo (SP), afirmou nesta segunda-feira que será aberto inquérito para investigar as ofensas a Geisy Arruda na Universidade Bandeirante (Uniban). Segundo a delegada, o inquérito vai apurar quais estudantes ofenderam a jovem.

Geisy teve que sair escoltada pela polícia após ser xingada dentro da universidade por causa do vestido que usava no dia 22 de outubro. As imagens da confusão foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. No domingo, em comunicado pago publicado em jornais de São Paulo, a Uniban informou ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade".

Segundo a delegada, os advogados de Geisy entraram com um requerimento para a abertura de inquérito por volta das 12h30 desta segunda-feira. Contudo, eles não deram nomes de quem teria xingado a estudante. Angela afirma também que, a princípio, a expulsão da mulher da universidade não será investigada.

Na nota, a Uniban justifica a expulsão: "foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar". A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) informou nesta segunda-feira que vai enviar orientação para que a Uniban reconsidere a decisão de expulsar Geisy Villa Nova Arruda. A universidade terá 10 dias úteis para prestar esclarecimentos ao ministério. Segundo a secretaria, a universidade será notificada pelo ministério ainda esta semana.

Redação Terra