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 Irmão do presidente do TCU é citado por fraudes na Funasa
08 de novembro de 2009 09h02 atualizado às 09h24

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Uma investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) sobre os desvios de verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apontou, como um dos suspeitos comandantes das operações de fraude no órgão federal, Guaracy Aguiar, irmão do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, e coordenador da Funasa no Ceará entre 2007 e 2009. As informação são do jornal O Estado de São Paulo.

Segundo reportagem do jornal publicada neste domingo, as investigações também citam o presidente da Funasa, Danilo Forte, como facilitador na liberação de verbas para obras suspeitas.

As investigações da PF e do MPF visam mapear, com quebras legais de sigilo bancário e telefônico e cópias de contratos e convênios fraudades, como ocorreram os diversos desvios de verbas dentro do órgão do Ministério da Saúde cuja atribuição é financiar projetos de saneamento básico e saúde indígena.

Guaracy Aguiar, hoje deputado estadual no Ceará pelo PRB, é suspeito de ter liberado verbas e atestado como prontas obras inacabas, além de evidências de superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de dinheiro.

A investigação, iniciada em julho do ano passado, tem como foco os convênios firmados pela Funasa no Ceará, Estado de Danilo Forte e Guaracy Aguiar. Entre as irregularidades apontadas pela investigação estão também uso de empresas ligadas a funcionários da Funasa, superfaturamento e envolvimento de políticos locais nos desvios de verbas.

Segundo o inquérito, a cadeia de corrupção é formada por funcionários e dirigentes da Funasa, prefeitos, empreiteiros e lobistas que agiriam desde a elaboração da minuta do convênio até a liberação dos recursos, envolvendo algumas vezes pessoalmente dirigentes do alto escalão do órgão, como Forte e Aguiar.

Todos os investigados na operação negam participação no esquema de desvio de verbas. Guaracy Aguiar alega que não era responsável pela aprovação dos convênios, que eram responsabilidade do presidente do órgão. Também alega que não tinha condições de averiguar se os documentos que assinava eram falsos.

Já o presidente da Funasa afirmou que nunca discutiu sobre liberação de verbas com engenheiros de campos, conforme indicavam ligações gravadas pela polícia, e reiterou que não é um dos indiciados pelo inquérito policial.

Redação Terra