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 Fim do socialismo provocou onda de migrações na Europa
07 de novembro de 2009 15h47

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Um relatório do Banco Mundial revela que os cidadãos dos antigos países socialistas representam um terço do fluxo migratório em todo o mundo no período que sucede a queda do Muro de Berlim e a desintegração da União Soviética. Os motivos são questões étnicas, conflitos políticos, alterações nas fronteiras e fim das restrições ao trânsito para o Ocidente.

Segundo o documento, publicado em 2008, a população da Rússia aumentou em 3,7 milhões de habitantes, provenientes, sobretudo, das ex-repúblicas soviéticas e dos países bálticos. Ao mesmo tempo, 15% das populações da Albânia, Armênia, Geórgia, Cazaquistão e Tadjiquistão deixaram seus países definitivamente.

Em outro movimento, mais de 40% dos cidadãos que fizeram as malas no Leste Europeu migraram para os países da Europa ocidental, principalmente para a Alemanha. "A expectativa de encontrar um emprego e a qualidade de vida no país de origem são importantes no rol de decisões de um candidato a imigrante. Mas a influência dos fatores culturais e sociais também pesa", diz o relatório do Banco Mundial.

Com o avanço da União Européia ao Leste, uma massa de cidadãos do bloco socialista ainda aproveita o fim das exigências de trânsito e parte para os países da Europa ocidental onde são conhecidos por ser mão de obra barata. Países que registraram elevado crescimento econômico são os mais visados, como a Irlanda, destino comum entre os poloneses na última década.

Agência Brasil