O passeio ciclístico, entre o Leblon e o Arpoador, reuniu mais de 100 ciclistas profissionais e cerca de 20 atletas amadores, entre eles, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, um incentivador do uso da bicicleta não só para passeios, mas também para como meio de transporte para o trabalho.
"O clima do Rio é favorável ao uso da bicicleta, principalmente nos meses de maio e junho, em que a temperatura está mais amena, não chove e não tem uma nuvem no céu. Vamos escolher os melhores momentos e usar a bicicleta. Com paletó e gravata, não tem problema nenhum", afirmou Fortes.
Segundo o ministro, é preciso acabar com a ideia de que, para andar de bicicleta, a pessoa precisa estar de estar de sunga ou de bermuda. "Em Brasília, várias vezes, eu usei paletó e gravata e fui para o trabalho de bicicleta."
O
dentista Carmelo Sansoni, de 57 anos, também vai de bicicleta para o trabalho. Pelo menos três vezes por semana, ele sai pedalando de Botafogo até o Leblon, onde tem consultório, usando a ciclovia da Lagoa. Ciclista há dez anos, Carmelo diz que ir para o trabalho de bicicleta no Rio é uma ótima medida e bem mais saudável, mas aponta algumas melhorias que devem ser criadas para incentivar o esporte: "É preciso criar mais ciclovias, dar mais infraestrutura e manutenção permanente. E o governo tem de incentivar o hábito, não só para lazer, mas para o trabalho também."O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, considera ínfimo o número de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte no Rio de Janeiro (3%), mas acredita que isso pode mudar com o programa Rio Estado da Bicicleta, que vai incentivar esse hábito pela população.
Lopes citou a capital alemã, Berlim, onde o índice de uso da bicicleta, em 2003, era de 5%. Como a Alemanha iria sediar a Copa do Mundo de 2006 e precisava de opções de estacionamento, o governo investiu maciçamente em programas de divulgação da bicicleta, como modo de transporte ideal para distâncias entre três e cinco quilômetros e em locais de difícil estacionamento. "Dessa forma, em três anos, a mobilidade por uso de bicicleta aumentou para 10% e, atualmente, está na ordem de 15%."
No Rio, o Viradão Esportivo vai ocupar 33 horas ininterruptas de práticas esportivas. Os principais polos esportivos estão sendo o bairro da Lapa, na área central da cidade; o Centro Esportivo e Cultural da Central Única de Favelas (Cufa), em Madureira, além do Piscinão de Ramos e da Vila Olímpica da Mangueira, os três na zona norte da cidade.



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