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 Bandidos sequestram e ateiam fogo a ônibus em Ramos, no Rio
07 de novembro de 2009 07h04 atualizado às 12h14

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Ônibus levava cerca de 40 passageiros, mas ninguém se feriu Foto: Osvaldo Praddo/O Dia

Ônibus levava cerca de 40 passageiros, mas ninguém se feriu
07 de novembro de 2009
Foto: Osvaldo Praddo/O Dia

Criminosos armados atearam fogo em um ônibus em Ramos, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado. Outros cinco veículos, que estavam estacionados na calçada de uma oficina mecânica, também foram atingidos pelas chamas. Havia cerca de 40 passageiros no coletivo, mas ninguém ficou ferido. Uma equipe de bombeiros apagou as chamas. O ônibus ficou completamente destruído.

O ônibus da Viação Madureira Candelária, linha 335, com cerca de 40 passageiros, foi sequestrado por dois homens armados, quando passava pela Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, por volta das 4h deste sábado. Testemunhas disseram que os bandidos, armados de pistolas, obrigaram o motorista a entrar na Rua Santo Aberlado, onde dispensaram os passageiros. Outros 10 bandidos, em cinco motocicletas, atearam fogo no ônibus.

"Os dois homens entraram no ônibus, em Bonsucesso. Um deles apontou a arma em minha direção. Eles disseram que não queriam roubar nem ferir ninguém. Me obrigaram a conduzir o ônibus até uma rua, em Ramos, onde atearam fogo e fugiram. Graças a Deus ninguém ficou ferido " disse o motorista Arnaud Brito.

O mecânico José Carlos de Freitas, de 38 anos, dono da oficina onde estavam os carros estacionados atingidos pelas chamas, chegou momentos após o incêndio e lamentou o ocorrido. Segundo Freitas, os veículos eram de clientes. Uma Blaiser, dois veículos Santana Quantum , um Ford Verona e uma Kombi foram atingidos pelo fogo.

"Isso nunca aconteceu. Tentamos salvar o que deu. Todos os carros eram de clientes. Vou ter que arcar com um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil", lamentou o mecânico, que trabalha há cerca de 20 anos no local.

A polícia investiga a hipótese de uma suposta disputa por territórios, no Complexo da Maré, entre milicianos e traficantes ter motivado o crime. Após atearem fogo no ônibus, os criminosos jogaram, pelo chão, uma espécie de "panfleto informativo", fazendo alusão à presença de milicianos em "seus territórios". Policiais da 22ª DP (Penha) investigam o caso.

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