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 IML vai a presídios coletar material genético dos Nardoni
06 de novembro de 2009 11h47 atualizado às 11h54

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Casal Nardoni é visto em fotografia produzida em 13 de abril de 2008 Foto: Grizar Junior/Futura Press

Em foto de 13 de abril de 2008, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixam o IML de São Paulo
01 de abril de 2009
Foto: Grizar Junior/Futura Press

Marcelo Pedroso
Direto de Taubaté

Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) chegaram na manhã desta sexta-feira aos presídios de Tremembé, no interior paulista, para coletar material genético do casal Nardoni, preso pela morte da menina Isabella, em março de 2008. O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, em São Paulo, determinou a realização de um novo exame no sangue encontrado no apartamento do casal. Segundo a decisão do juiz, peritos deverão coletar novas amostras de material genético do casal para a realização de novos testes comparativos.

A determinação do magistrado atende parcialmente ao pedido do advogado Roberto Podval. O defensor alega que não foi feita a coleta de sangue do casal na época das investigações. Fossen determinou, no entanto, que a coleta seja feita por peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), e não por especialistas apontados pela defesa dos réus.

Conforme o despacho de Fossen, caso os peritos encontrem resistência dos réus, devem realizar "a coleta de, no mínimo, outras duas amostras de origem diversas de materiais genéticos dos réus, diverso de sangue, que permitam fornecer padrões suficientes de confronto como, por exemplo, mucosa da parte interna da boca, bulbo capilar ou outro material compatível, a fim de conferir ainda mais credibilidade aos exames comparativos que virão a ser realizados".

Apesar da determinação, o juiz afirmou que não entende ser necessária a realização de um novo exame, mas disse ser evidente que a comparação de "'sangue' com 'sangue' permite uma maior precisão no resultado a ser obtido".

Relembre o caso
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. Os supostos responsáveis irão a júri popular no começo de 2010.

Redação Terra