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 Destruição em fazenda no Pará causa prejuízo de R$ 200 mil
05 de novembro de 2009 17h25 atualizado às 19h29

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Lucy Silva
Direto de Belém

A fazenda Rio Vermelho, localizada no município de Sapucaia, no sudeste do Pará, teve prejuízo de R$ 200 mil com um quebra-quebra promovido por invasores na quarta-feira. Eles incendiaram uma vila de casas de funcionários, tratores e currais, além de matar gado da propriedade. A suspeita é que o grupo seja formado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O balanço dos prejuízos da propriedade foi divulgado hoje. Além dela, outra fazenda, do grupo Santa Bárbara, que tem como sócio o banqueiro Daniel Dantas, também foi alvo do vandalismo com ações semelhantes. Segundo a administração da fazenda Rio Vermelho, os manifestantes invadiram as casas na madrugada e passaram a depredar móveis e objetos pessoais dos funcionários. "Começou com o quebra-quebra e depois eles queriam incendiar as casas", disse o Lindomar Sarti, que administra a propriedade. Segundo ele, 30 funcionários que moravam na vila de casas foram prejudicados com a depredação.

Ainda de acordo com o administrador da fazenda, os funcionários foram expulsos de suas casas e ameaçados pelos invasores. O grupo também destruiu áreas como o curral e um depósito que abrigava sementes de milho, ao todo 500 sacas, somando um prejuízo de mais de R$ 200 mil, entre a área destruída e o material perdido.

Na fazenda Santa Bárbara, em Eldorado dos Carajás, na mesma região, outro grupo também promoveu destruição semelhante simultaneamente, mas segundo informou a assessoria de imprensa do Grupo Santa Bárbara, que tem Dantas como sócio, um levantamento ainda está sendo feito para avaliar os prejuízos financeiros com a destruição.

Ainda durante a ação a rodovia PA-150, que fica na região, foi interditada por integrantes do MST durante toda a manhã de ontem. O MST assumiu os protestos, mas negou os atos de vandalismo. O MST tem acampamentos na área das duas fazendas desde o ano passado. Na fazenda Santa Bárbara há um mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça desde o ano passado, mas ainda não foi cumprido.

A Secretaria de Segurança Pública informou que enviou homens do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar para garantir a segurança na área. A Polícia Civil também abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo.

Especial para Terra