O Brasil não precisa
apresentar uma meta de redução das emissões de gases de efeito
estufa 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), em
dezembro, em Copenhague, em dezembro, afirmou hoje (5) o diretor
executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José
Augusto Fernandes.
Ele disse que apresentar uma meta serviria apenas
para "mostrar o ativismo" do país. Para Fernandes, as metas
serão importantes depois da COP-15 e são de caráter interno.
Segundo ele, que poderia ser apresentada apenas
uma meta mais específica de redução do desmatamento, principal
fonte de emissão de gases no Brasil. "Não houve discussão
suficiente, principalmente com o setor privado, para o Brasil se
envolver com uma meta mais geral", afirmou.
Fernandes disse que não sabe se a meta de redução
de 40% das emissões, proposta pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, reduziria o crescimento da economia no próximo ano. O diretor
da CNI considera necessários estudos para fazer projeções como,
por exemplo, quanto dessa meta se relaciona com a redução do
desmatamento, a matriz de transporte e os setores que mais emitem
gases.
De acordo com ele, o setor industrial contribui
com 8,8% das emissões nacionais e 46% das fontes de energia são
limpas.
No
último dia 3, o governo adiou para o dia 14 deste mês a
definição da proposta que o Brasil levará para a conferência. O
governo quer mais tempo para detalhar as medidas que serão tomadas
por setores como agricultura e siderurgia para a redução de
emissões nacionais de gases de efeito estufa. Até o momento, a
única proposta consensual é a redução de 80% do desmatamento da
Amazônia até 2020.
No dia 3, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, que chefiará a delegação brasileira na COP-15, ressaltou
que a proposta, a ser anunciada dentro de alguns dias, não
necessariamente trará os números de redução de emissões em cada
setor os números serão gerais.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, não
descartou o número proposto por sua pasta, de redução de 40% das
emissões até 2020, considerando crescimento econômico de 4% ao
ano.



Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »


