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 PA: loja perde R$ 2 mi com fraude em máquinas de cartões
05 de novembro de 2009 14h11 atualizado às 14h21

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Lucy Silva
Direto de Belém

Quatro integrantes de uma quadrilha que fraudava máquinas de cartões de crédito e débito em uma das maiores lojas de departamentos de Belém (PA) foram presos nesta quinta-feira. O dinheiro da venda era transferido para contas de duas empresas fantasmas há um ano e deixou um prejuízo de R$ 2 milhões. Entre os presos há três ex-funcionários da loja. Dois dos acusados ainda estão foragidos.

A quadrilha substituiu três máquinas de cartões de débito e crédito em um dos caixas da loja, que fica localizada dentro de um shopping no centro de Belém. "As máquinas eram programadas para desviar o registro das compras para duas empresas fantasmas e, consequentemente, o dinheiro da vendas para a conta dessas empresas", afirmou a delegada Beatriz Machado, da Delegacia de Repressão à Crimes Tecnológicos.

As empresas criadas pela quadrilha eram de cosméticos e do ramo de construção civil, com sede na capital paraense. Para validar a fraude um contador falsificava os registros e documentação das empresas.

O crime foi descoberto porque a empresa desconfiou da diferença entre o registro de vendas e o balanço do caixa após denúncia de um cliente, que reclamou de dados errôneos em sua fatura de cartão de crédito. "Na fatura não aparecia o nome da loja e sim de uma empresa denominada NKC Ltda", disse a delegada.

Diante da denúncia, a polícia montou uma operação denominada Vison, destinada a prender os responsáveis pelo crime. Os trabalhos incluíram a quebra de sigilo bancário e telefônico de várias pessoas. As investigações apontaram seis acusados pelo crime, sendo que três deles eram ex-funcionários da loja, entre eles o ex-gerente Carlos Henrique Amaral Costa e o funcionário Ednei Sebastião da Rosa, apontados como os chefes da quadrilha. "Eles tinham acesso à informações importantes, inclusive conheciam muito bem o modo de operação dos caixas", informa Machado.

Para dar validade às empresas fantasmas, a quadrilha contava com apoio do contador Paulino Vulcão, que também foi preso durante a operação. Além dele, foi preso um outro funcionário da loja, Otávio Luz. Outros dois integrantes da quadrilha, que estão com a prisão preventiva decretada pela justiça, não foram localizados. São eles a esposa do ex-gerente da loja e o irmão dele.

Os presos foram autuados na Delegacia de Repressão à Crimes Tecnológicos pelos crimes de estelionato, furto qualificado, fraude e abuso de confiança e formação de quadrilha.

Especial para Terra