Segundo o chefe do posto da Funai no município, Luiz Américo, funcionários do órgão e alguns índios vasculharam durante horas mais de um local indicado sem encontrar nenhum corpo ou indício que ajudasse a descobrir o paradeiro dos dois índios. "A informação não passou de um boato que apareceu não sei como. Um agente de saúde, índio, me ligou hoje cedo dizendo que um outro índio tinha visto os corpos próximo a um assentamento. Quando chegamos no local, nos disseram que era em outro lugar. Seguimos para o assentamento Vicente de Paula e nada. Procuramos, procuramos e não encontramos nada".
Américo disse que a Funai continuará procurando por Olindo e Jenivaldo. Os dois faziam parte do grupo de índios que, na quarta-feira passada, ocupou a Fazenda São Luiz, a cerca de 30 km do centro de Paranhos. Alguns índios contaram à Funai tê-los visto pela última vez quando deixavam a propriedade, de onde foram expulsos por seguranças armados.
Após o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul pedir a instauração de um inquérito policial para apurar as denúncias, a Polícia Federal deslocou duas equipes de Naviraí (MS) para o local da ocorrência. Ontem, o delegado responsável pelo inquérito ouviu o depoimento de alguns dos índios que haviam invadido a Fazenda São Luiz e, segundo assessores da PF, somente com base no depoimento dos índios, ainda não é possível confirmar o desaparecimento de Olindo e de Jenivaldo.
Luiz Américo, no entanto, disse estar certo de que os dois professores estão desaparecidos. Ele afirmou que ambos têm compromissos profissionais e que não foram vistos desde o final de semana. "Vamos continuar as buscas e achá-los vivos ou mortos. Torcemos para que vivos".



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