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 Funai acha corpos em área onde índios sumiram em MS
04 de novembro de 2009 16h12 atualizado às 21h58

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Agentes da Polícia Federal e funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) continuaram nesta quarta-feira as buscas dos dois índios que desapareceram na tarde do último sábado, durante a ação de desocupação de uma fazenda localizada na cidade de Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai. Dois corpos foram avistados por um agente de saúde em uma área a 7 km da Aldeia Pirajuí, onde vivem os índios.

Segundo o chefe do posto da Funai em Paranhos, Luiz Américo, os corpos ainda não foram encontrados e não há como saber se são dos professores Olindo e Jenivaldo Vera. Na última segunda-feira, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul pediu à PF que abrisse um inquérito para investigar as denúncias a respeito do desaparecimento dos dois índios.

Entre segunda-feira e ontem, duas equipes da PF foram deslocadas da cidade de Naviraí para o local. Ontem, o delegado responsável pelo inquérito ouviu o depoimento de alguns dos índios que haviam invadido a Fazenda São Luiz. De acordo com assessores da PF, até então, com base no depoimento dos índios, não era possível confirmar o desaparecimento de Olindo e de Jenivaldo.

Segundo o cacique da Aldeia Pirajuí, Irineu Vera, os dois professores estavam entre os 18 indígenas que ocuparam a Fazenda São Luiz, a cerca de 30 km do centro de Paranhos (MS).

O grupo diz ter sido surpreendido no sábado à tarde por homens que chegaram à fazenda disparando balas de borracha. Olindo e Jenivaldo foram vistos pela última vez durante a confusão e há índios que garantem que eles foram detidos pelos seguranças.

A Fazenda São Luiz tem cerca de 1,6 mil hectares e é uma das 32 áreas que, segundo a coordenadora da Funai do Estado, Margarida Nicoletti, é reivindicada como área indígena. De acordo com o comerciante e pecuarista Firmino Aurélio Escobar Filho, a propriedade pertence a sua família há pelo menos quatro gerações.

Agência Brasil