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 Defesa: Azeredo não se envolvia com recursos de campanha
04 de novembro de 2009 11h05 atualizado às 11h09

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Os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (dir.) e Marco Maciel (DEM-PE) discutem a reforma eleitoral Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (dir.) e Marco Maciel (DEM-PE) discutem a reforma eleitoral
09 de setembro de 2009
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Advogado de defesa do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), José Gerardo Grossi, defendeu nesta quarta-feira junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o parlamentar não teve qualquer envolvimento com a arrecadação de recursos para sua campanha à reeleição para governador de Minas Gerais, em 1998. Para a defesa, os recursos eram administrados exclusivamente por Cláudio Mourão, tesoureiro na época da disputa política.

O Supremo, que começou a julgar nesta manhã se aceita ou não a abertura de denúncia contra Azeredo, analisa se existem indícios de que o senador esteve envolvido nos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O tucano perdeu o pleito na época para Itamar Franco.

"(A denúncia) é uma coisa com a qual o denunciado nada tem a ver. (Azeredo) Cuidou de entregar toda essa parte de campanha para não se misturar. Cláudio Mourão tinha poderes amplos", disse Grossi.

Ao defender o senador, o advogado buscou ainda desqualificar a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, dizendo que ela não descrevia claramente os crimes cometidos por Eduardo Azeredo e se resumia à "vontade pessoal e arbitrária do acusador (de incriminar o denunciado)".

"A denúncia, na maior parte, trata da matéria não contida naquele limite que ela própria se impôs (apontar crimes de Azeredo). Não indica um ato de Eduardo Azeredo como participante dessa obtenção do dinheiro que a denúncia descreve muito sinuosamente, indo para lá e para cá", argumentou o advogado.

Na denúncia enviada ao STF, o Ministério Público sustenta ter havido desvio de recursos públicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). O esquema, de acordo com a Procuradoria Geral, envolvia empréstimos fictícios e desvio de recursos, para arcar, via caixa dois, com as despesas da reeleição de Azeredo como governador de Minas.

Redação Terra