O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, o pedido do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, para fazer uma inspeção extraordinária nas compras feitas pela Casa Civil e pela Casa Militar em nome do Palácio Piratini desde 1995. No dia 7 de outubro, a oposição afirmou, durante reunião da CPI da Corrupção, que recebeu uma denúncia de que compras feitas com dinheiro público haviam sido entregues na casa da governadora Yeda Crusius (PSDB), na zona norte de Porto Alegre (RS).
Segundo o deputado Paulo Borges (DEM), as compras foram feitas em abril de 2007 e entregues na casa da governadora 15 dias depois. Também foram comprovadas pela Casa Civil a compra de móveis. O deputado Pedro Westphalen (PP) entregou aos deputados a nota que comprova a aquisição do mobilíario.
O advogado da governadora, Fábio Medina Osório, disse, no dia que a oposição fez a denúncia, que não há nenhuma irregularidade com a compra do material. Segundo ele, o procedimento, que ocorreu em 2007, foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado.
O chefe da Contadoria e Auditoria Geral do Estado, Roberval Silveira Marques, afirmou, em depoimento à CPI da Corrupção, que não sabia que os móveis infantis e outros objetos que foram comprados pela Casa Civil eram para a casa da governadora.
Os deputados Stela Farias (PT) e Daniel Bordignon (PT) apresentaram também ao procurador-geral do Ministério Público de Contas novas denúncias sobre possíveis irregularidades na administração tucana, como gastos em confraternizações com funcionários.
- Redação Terra

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